O pontapedrense que conquista espaço na literatura lusófona

Marcos Samuel, escritor de Ponta de Pedras, destaca-se no cenário literário de países de lingua portuguesa ao se tornar semifinalista do Prêmio Oceanos 2024 com seu livro "Os desertos", publicado pela editora paraense Folheando.


Marcos Samuel, natural do município marajoara de Ponta de Pedras, está vivendo um momento de destaque na literatura de língua portuguesa. Com seu livro "Os desertos", publicado pela editora paraense Folheando, ele se tornou semifinalista do Prêmio Oceanos 2024, uma das mais prestigiadas premiações literárias para autores dos países de língua portuguesa.

O Prêmio Oceanos é conhecido por sua relevância e rigor na seleção das melhores obras literárias produzidas nos países lusófonos. Ser semifinalista desse prêmio coloca Marcos Samuel ao lado de grandes nomes da literatura contemporânea, aproximando-o de premiações de alto prestígio, como o Prêmio Jabuti e o Prêmio Camões.

"Os desertos" é uma obra que, segundo o portal DOL, é construída a partir de experiências homoafetivas narradas pelas vozes de diversos personagens, incluindo o alter ego do autor, com poemas que também tocam em questões religiosas.


A inclusão de Marcos Samuel entre os semifinalistas do Prêmio Oceanos não só enriquece a literatura paraense, mas também destaca o talento e a originalidade dos autores marajoaras, que muitas vezes encontram dificuldades em alcançar visibilidade nacional e internacional.

O reconhecimento de Marcos Samuel é motivo de orgulho para Ponta de Pedras e para toda a região do Marajó. Ele representa a força da literatura amazônica e o poder das histórias que emergem das margens dos grandes rios e das vastas florestas. Seu sucesso serve de inspiração para novos escritores, mostrando que, com talento e perseverança, é possível conquistar espaço na literatura mundial.

Este feito é mais do que uma realização pessoal; é um marco na história cultural de Ponta de Pedras, elevando a cidade e o estado do Pará ao cenário de reconhecimento global da literatura. Marcos Samuel, com "Os desertos", demonstra que as histórias e os sonhos do Marajó têm o poder de tocar corações e mentes em qualquer parte do mundo.

Obras brasileiras, portuguesas, moçambicanas e caboverdianas estão entre as selecionadas, confira a lista de obras selecionadas na categoria poesia a qual Marcos foi selecionado.


Categoria poesia:


Aberto todos os dias (Quetzal), de João Luís Barreto Guimarães.

As palavras trocadas (Âyiné), de Laura Erber.

Caminhávamos pela beira (Aboio), de Lolita Campani Beretta.

Choupos (Assírio & Alvim), de Adília Lopes.

Coisa de mamíferos (Editora 34), de João Mostazo.

Criação do fogo (Alcance), de Álvaro Taruma.

Dialeto das nuvens (Patuá), de Christian Dancini.

Doze passos até você (Urutau), de Luciana Annunziata.

Gelo (7Letras), de Sérgio Nazar David.

Limalha (Corsário-Satã), de Rodrigo Lobo Damasceno.

Língua solta (Urutau), de Flora Lahuerta.

Metamorfoses do fogo (Cas'a), de Erick Costa.

Ninguém quis ver (Companhia das Letras), de Bruna Mitrano.

Nos beats do coração de um musaranho (Sete Letras), de Vitória Vozniak.

O feiticeiro (Kacimbo), de Miguel Gullander.

O livro do figo (Macondo), de Lilian Sais.

O rosto é uma máquina aquosa (Ofícios Terrestres), de Ana Maria Vasconcelos.

Oitentáculos (Record), de Nei Lopes.

Órbitas (Assírio & Alvim), de Paulo Tavares.

Os desertos (Folheando), de Marcos Samuel Costa.

Perder o pio a emendar a morte (The Poets and Dragons Society), de José Luiz Tavares.

Porca Miséria! (Clóe), de Glauco Mattoso.

Ressurgências (Patuá), de José Manoel Ribeiro.

Rostos desabitados [e] fragmentos do escuro (Gala-Gala), de Jeremias F. Jeremias.

Teoria da ressecção (Patuá), de Tatiana Pequeno.

Txaiuirá (Urutau), de Jorgeana Braga.

Última vida (Dom Quixote), de Fernando Pinto do Amaral.

Uma colheita de silêncios (Dom Quixote), de Nuno Júdice.

Uma volta pela lagoa (Luna Park e Fósforo), de Juliana Krapp.

Vida e morte de Adília Lopes (Urutau), de Piero Eyben.


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